sábado, 8 de dezembro de 2012

Pastor evangélico que liderava milícia na Zona Oeste do RJ se entrega à polícia



Pastor usaria igreja para ameaçar e cobrar juros de pessoas que haviam 

pedido empréstimos aos milicianos.

Dijanio Aires Diniz, o Pastor, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça, 

atuante na Zona Oeste do Rio, chegou por volta das 14h desta quinta-feira 

(6) à Acadepol, na Cidade Nova, no Centro, em um carro da Delegacia de 

Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Uma hora 

antes, ele se apresentara voluntariamente na sede da delegacia, na Cidade 

Nova. Acompanhado de um advogado, Dijanio negou as acusações de 

agiotagem e extorsão a moradores de Campo Grande, na Zona Oeste.


“Sou um homem de Deus. Isso é tudo mentira”, disse o pastor, que, segundo 

a polícia, dentro da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, ameaçava e cobrava 

juros de até 60% a pessoas que tomavam empréstimos dos milicianos.

“Vou provar a minha inocência. Estou aqui para isso”, acrescentou Dijanio, que 

depois de prestar depoimento na Acadepol será levado para a penitenciária Bangu 1.

O pastor, um dos fundadores da igreja há seis anos, negou que arrecade R$ 

500 mil mensais em parceria com os outros 10 presos pela Draco-IE na 

operação Pandora II. Ele ainda rebateu a versão da polícia de que usava um 

cofre em sua casa para guardar o dinheiro arrecadado e que, com a mesma 

finalidade, tinha uma Bíblia com fundo falso.

A Draco-IE, apoiada pelo Ministério Público e pela subsecretaria de Segurança 

Pública, denunciou o pastor e as outras 10 pessoas por formação de quadrilha, 

agiotagem e extorsão. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

A Liga da Justiça ficou conhecida na década passada por ter entre seus 

principais articuladores o ex-policial Batman e os irmãos Jerominho e Natalino, 

respectivamente ex-vereador e ex-deputado estadual. Os três estão presos.

Ainda são procurados outros dois supostos integrantes da Liga da Justiça: 

André Marcelo Botti de Andrade e Cléber Oliveira da Silva.

Esta é a segunda operação realizada para reprimir este tipo de crimes na 

região. Em setembro do ano passado, a polícia cumpriu 10 dos 18 mandados 

de prisão preventiva. Entre os presos, havia quatro ex-PMs acusados de 

envolvimento no esquema.


Informações G1

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