Pastor usaria igreja para ameaçar e cobrar juros de pessoas que haviam
pedido empréstimos aos milicianos.
Dijanio
Aires Diniz, o Pastor, acusado de liderar a milícia Liga da Justiça,
atuante na
Zona Oeste do Rio, chegou por volta das 14h desta quinta-feira
(6) à Acadepol,
na Cidade Nova, no Centro, em um carro da Delegacia de
Repressão às Ações
Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Uma hora
antes, ele se
apresentara voluntariamente na sede da delegacia, na Cidade
Nova. Acompanhado
de um advogado, Dijanio negou as acusações de
agiotagem e extorsão a moradores
de Campo Grande, na Zona Oeste.
“Sou um
homem de Deus. Isso é tudo mentira”, disse o pastor, que, segundo
a polícia,
dentro da Igreja Pentecostal Deus é a Luz, ameaçava e cobrava
juros de até 60%
a pessoas que tomavam empréstimos dos milicianos.
“Vou
provar a minha inocência. Estou aqui para isso”, acrescentou Dijanio, que
depois de prestar depoimento na Acadepol será levado para a penitenciária Bangu
1.
O pastor,
um dos fundadores da igreja há seis anos, negou que arrecade R$
500 mil mensais
em parceria com os outros 10 presos pela Draco-IE na
operação Pandora II. Ele
ainda rebateu a versão da polícia de que usava um
cofre em sua casa para guardar
o dinheiro arrecadado e que, com a mesma
finalidade, tinha uma Bíblia com fundo
falso.
A
Draco-IE, apoiada pelo Ministério Público e pela subsecretaria de Segurança
Pública, denunciou o pastor e as outras 10 pessoas por formação de quadrilha,
agiotagem e extorsão. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.
A Liga da
Justiça ficou conhecida na década passada por ter entre seus
principais
articuladores o ex-policial Batman e os irmãos Jerominho e Natalino,
respectivamente ex-vereador e ex-deputado estadual. Os três estão presos.
Ainda são
procurados outros dois supostos integrantes da Liga da Justiça:
André Marcelo
Botti de Andrade e Cléber Oliveira da Silva.
Esta é a
segunda operação realizada para reprimir este tipo de crimes na
região. Em
setembro do ano passado, a polícia cumpriu 10 dos 18 mandados
de prisão
preventiva. Entre os presos, havia quatro ex-PMs acusados de
envolvimento no
esquema.
Informações G1

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